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quinta-feira, 10 de maio de 2012

CARTA AO MEU AMIGO ATEU --PARTE II


Meu amigo Zaratustra, como vai?

Espero que estejas bem. 
Ontem recebi mais uma de suas cartas e novamente fiquei desapontado com você. Desta feita por duas razões básicas: primeiro lugar, porque ao mesmo tempo em que você rejeitou minha argumentação da carta anterior onde defendi a impossibilidade do universo ter vindo do nada e por nada, você não apresentou uma resposta consistente. Segundo, porque você continua difamando deliberadamente a reputação do Deus da Bíblia. Desta feita você disse que um ser humano dotado de razão não pode adorar um “Deus que tem sérios problemas éticos e morais em seu caráter”. 
Creio firmemente que suas acusações são falsas e contraditórias. Se você não crê no Deus da Bíblia, então a razão ordena que não deve haver em seu discurso objeção ética a qualquer coisa, uma vez que o fundamento de toda moral é o Deus das escrituras.

Em decorrência do seu ateísmo, você não tem um fundamento sólido para definir o que é certo e o que é errado, portanto, você não tem como saber se o que Deus faz é certo ou errado. 
Você disse que “não pode crer em Deus uma vez que você tem diante de seus olhos apenas um universo cruel e injusto”. Além disso, você protesta dizendo que “os cristãos praticaram muitas coisas erradas e más ao longo da História”. No entanto, penso que você não está credenciado para tal acusação. Afinal, de onde você tirou esse conceito de justo e injusto? Em que livro você descobriu que algumas coisas são más e outras são boas? Se Deus não existe, então o que é certo e o que é errado? Se Deus não existe, que fundamento racional você usa para discernir o justo do injusto? 
O teu grande amigo Friedrich Insano da Silva, que através de você declarou a morte de Deus, afirmou acertadamente que a morte do Deus cristão significa o fim da moral por ele estabelecida. Por mais louco que isso pareça, penso que nesse ponto a lógica de Insano está correta. Sem Deus não há moral objetiva no mundo. A conseqüência lógica é que no sistema ateísta tudo está “liberado”, inclusive ser assassino, molestador, estuprador, violento, tirano e egocêntrico. Afinal, quem em um mundo sem Deus se levantará para dizer que essas coisas estão erradas? Você? E quem te constituiu rei sobre a humanidade? 
Na carta você pergunta sobre “o que eu entendo por valores morais objetivos!” Minha resposta é simples como a do Dr. Bill: “valores morais objetivos são aqueles que são válidos e obrigatórios independentemente da opinião humana”. Por exemplo: o Holocausto foi e sempre será objetivamente errado, mesmo que os nazistas que o praticaram o achassem correto. O ato de estuprar, torturar e matar aquelas seis moças em 1998 em São Paulo foi algo objetivamente errado, mesmo que o Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, achasse correto. Torturar e molestar uma criança é algo objetivamente errado, mesmo que o molestador pense que é certo e, ainda que o Brasil inteiro entendesse que isso é uma coisa boa. 
Você diz que a coisa não é bem assim! Ora, Zaratustra, então pergunto você: Se sua irmã de 15 anos fosse estuprada? Você entenderia que isso é algo moralmente correto? Você diria para todo mundo que isso é uma coisa justa? Claro que não! Então, isso é moral objetiva. Algumas coisas são certas e outras são erradas, e isso não depende da opinião humana. 
Creio que já está claro para mim e pra você que moral objetiva existe. Porém, Zaratustra, o que você ainda não entendeu é que tais valores só existem para quem crê no Deus da Bíblia. Os cristãos têm afirmado que o caráter de Deus manifestado em sua Lei é a base da moral objetiva.

Porém, você é ateu, e na tua religião não há um fundamento sólido para se dizer que moral objetiva existe. Ao contrário, sua cosmovisão está alicerçada em uma ética relativista, que varia de cultura para cultura e de época para época. Por isso, o que é certo e errado varia de situação para situação. Portanto, o que for considerado melhor para a maioria da sociedade em uma determinada época é o que interessa a você, mesmo que seja a prática de atos intuitivamente reprováveis, como o aborto, pedofilia, adultério, etc. 
Em outras palavras, o teu ateísmo não fornece uma explicação razoável para a moral humana objetiva. Você me perguntou como sei disso? Ora, além do que já disse acima, pense no que afirmou o pensador Russo Fiódor Dostoiévski:se Deus não existe então todas as coisas são permitidas”. Creio que ele está correto. Sem Deus não há padrão para certo ou errado, logo sem Deus é impossível condenar gestos de opressão, discriminação, homicídios e tiranias. Sem Deus não há razão para elogiar atos de fraternidade, igualdade e amor como “coisas boas”, pois, sem Deus, bem e mal não existem. 
Portanto, Zaratustra, ouça bem isso: Sem Deus a moral está morta e só falta ser enterrada. Afinal, qual o juiz que determinará que o Mal é mau e que o Bem é bom? E se isso acontecer, por que aceitar tal determinação para vidas cujas origens são as de mera coincidência? 
Sem Deus, qual a diferença entre praticar a pedofilia e construir centros de abrigos a menores desamparados? Não faz diferença, cara! Por quê? Porque sem Deus não há ninguém para dizer que você está certo ou errado. 
Assim, como ateu, você não tem um fundamento sólido para estabelecer seu sistema de moral absoluta, a menos que você seja um cara incoerente, o que para mim já está evidenciado que o és. Você acusa os cristãos de praticarem coisas ruins, mas em face do teu ateísmo, seria essa acusação válida? Que livro é esse que você usa para discernir o bom do ruim? A Bíblia? Sem comentários... 
Mais uma vez você está diante de um drama impossível de ser resolvido pela religião ateísta. Você grita como Lutero e faz reivindicações morais como Chuck Colson, no entanto, lamentavelmente você não tem um fundamento para tal acusação, posto que a conduta moral só pode ser considerada boa ou má se ordenada por um ser acima de todos nós. Mas, como já demonstrei, no teu ateísmo há apenas opiniões culturais mutuamente contradizentes e, assim, estabelece-se que, na religião ateísta quem gritar mais alto leva a parada! Viu para onde o teu ateísmo te levou? 
Assim, está decretado que, se Deus não existe, então valores e deveres morais objetivos não existem. O problema é que deveres morais objetivos realmente existem e estão evidentes a todos, e então segue que Deus existe. Por isso, não sou ateu. 
Pare e pense: Você quer mesmo uma civilização sem Deus onde a moral está morta e atos bárbaros como pedofilia, estupros, assassinatos e outras crueldades são deliberadamente estabelecidos como coisas “boas”? Ou você prefere uma sociedade cristã onde Deus é o Senhor da Criação e dita normas santas e justas para todas as pessoas que ele criou? 
Minha esperança ainda é que, ao contrário de Friedrich Insano da Silva você escolha a segunda opção, caso contrário a civilização entrará em colapso e será brevemente auto-aniquilada, e você será um dos culpados por ter formado uma geração de pensadores insanos como você. 
Que Deus não permita que isso aconteça. 
Do amigo, 
D’VanCunha 
09 de Maio de 2012


quarta-feira, 9 de maio de 2012

CARTA AO MEU AMIGO ATEU -- PARTE I


Meu amigo Zaratustra,
Ontem recebi e li atenciosamente sua carta na qual você manifesta seu ódio contra a fé cristã e tece os mais desprezíveis comentários contra o Deus da Bíblia.
Confesso que isso muito me assustou, especialmente porque até um tempo atrás você era um jovem de convicção cristã que tinha a Bíblia como seu livro favorito. Mas, tudo bem, você agora é um ateu e, quer me persuadir a tornar-me um.
Nas minhas cartas anteriores já deixei claro a você que tenho minhas razões para não ser ateu. Não acredito que o ateísmo traria respostas satisfatórias para minha vida aqui, debaixo do sol.
Notei nesta sua ultima carta que você tem um ódio consumado contra Deus, o que me fez perguntar se você realmente não acredita que ele existe. Qual é o seu problema, cara? Se Deus não existe por que você tem tanto ódio Dele? Afinal, que razão há em odiar alguém que não existe?
Outra coisa que me chamou atenção em sua carta é que suas respostas aos meus questionamentos foram as mais absurdas e irracionais possíveis. Fiquei me questionando: será que o Zaratustra está realmente fazendo uso correto das suas faculdades mentais aos responder minhas indagações?
De acordo com o que você me escreveu, honestamente, penso que não!
Por exemplo, sobre minha pergunta “quem criou o universo?” você me respondeu que o universo não foi criado por ninguém, ele veio do nada e por nada. Com isso você quis dizer que a partir do nada, o universo evoluiu por meio de processos naturais que levaram à formação de átomos, moléculas, estrelas, planetas, galáxias e vida.
Eu não concordo com você! Não acredito que o universo veio do nada e por nada! Essa sua declaração não faz sentido e é uma aberração do ponto de vista científico e filosófico, uma vez que “do nada, nada vem” (ex nihilo, nihil fit).
A lógica afirma coerentemente que todo efeito deve ter uma causa. Isso quer dizer que tudo o que tem princípio de existência tem uma causa além de si. Penso que nisso você concorda comigo. Aliás, acertadamente você define efeito como “aquilo que foi causado por outra coisa”. Um relógio seria o efeito, a causa seria o relojoeiro (o homem). Assim, é impossível ter um efeito (o relógio) sem uma causa (o homem), porque um efeito, por definição, é algo que tem uma causa. Nisso nós concordamos.
Mas, o problema é que quando se trata do universo você foge da questão e diz que o universo não tem uma causa além de si. Quero lembrá-lo, no entanto, que a ciência moderna já demonstrou que o universo teve um começo, ou seja, ele é um efeito. Assim, o universo sendo um efeito, não pode não ter uma causa e nem pode ser sua própria causa, meu caro. Para que o universo existisse sem uma causa ele deveria ser a causa de si mesmo. Mas isso é uma impossibilidade, uma vez que precisaria existir antes de existir. E somente na sua religião ateísta isso é possível.
Quanto à minha segunda pergunta por que existe algo e não nada?” você simplesmente ignorou! Não me deu resposta satisfatória e apenas afirmou que essa é uma questão filosófica difícil.
Que é difícil eu já sei. No entanto, Zaratustra, creio que existe algo e não nada porque algo ou alguém sempre existiu. Em outras palavras, alguém é eterno, alguém sempre esteve lá; pois se houve um momento passado onde existia apenas o “nada absoluto”, logo nada existiria hoje, porque do nada, nada vem.
Portanto, não posso aceitar sua absurda explicação de que o universo veio do nada e por nada. Isso não faz nenhum sentido! Alguém já estava lá!
Você ainda me desafiou a provar que o universo foi criado por alguém. Quero lembrá-lo de que muito mais difícil do que provar que um relógio foi criado por alguém, é demonstrar que ele não teve um criador, pois, assim sendo, ele não existira.
Se tenho um relógio em minhas mãos, não posso simplesmente argumentar: “esse relógio não foi feito por ninguém, ele simplesmente apareceu! O nada o formou!” eu diria que isso sim é absurdo. Mas, é isso que você faz quando se trata do universo. Porém, se o universo é algo real, alguém necessariamente precisa tê-lo feito.
Você disse que esse meu argumento é ilógico e irracional; porém, ilógico e irracional seria afirmar: “este relógio se formou sozinho durante o processo de bilhões de anos”, ou ele se auto-criou! Isso é filosoficamente absurdo e analiticamente falso.
Assim, Zaratustra, você está diante de um dilema. Ao mesmo tempo em que o mundo em que vivemos clama por uma explicação, você é incapaz de me dá uma explicação consistente. Se você defende que o mundo é eterno, então estás contra a ciência moderna que mostra que o Universo teve princípio e está se deteriorando. Se você me disser que o Universo teve um princípio, então me responda: o que o causou? Se você diz que o universo veio do nada, estás contra a lei da física que diz que do nada, nada vem. Lamentavelmente você não tem respostas adequadas para essas perguntas.
Essa é a primeira razão pela qual rejeito sua opinião: Creio que o Universo tem uma causa Absoluta e maior do que ele, que não é simplesmente uma coisa, mas uma pessoa que a Bíblia chama de Deus. “No princípio...Deus...” (Gn 1.1).
Que Deus tenha misericórdia de sua vida e faça você se arrepender da loucura de existir em rebeldia deliberada contra Ele.
Pela Verdade do Evangelho,
D’VanCunha
09 de Maio de 2012.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

NÓS MATAMOS JESUS


 Hebreus 9.22

“Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.”

Uma das maiores necessidades da vida humana é a necessidade de Perdão. Na Bíblia o perdão de Deus sempre está relacionado com o derramamento de sangue. Um não existe sem o outro. O autor de Hebreus deixou isso claro: “sem sangue não há perdão”.
Como bem observou o professor do Seminário Teológico do Nordeste, Rev. Moisés Bezerril, o sangue na Bíblia é o oposto de obras. Sangue significa uma cobertura providenciada por Deus para o nosso pecado. Sangue indica que a salvação não está no poder das obras humanas.
O Cristianismo afirma que a cruz de Cristo é o único fundamento sobre o qual Deus perdoa pe­cados. Essa é uma declaraçao forte que confunde muita gente hoje no século XXI. Afinal, por que nosso perdão depende do sangue de Cristo? Por que Deus sim­plesmente não nos perdoou, sem a morte de Seu Filho?
Anselmo, um teólogo medieval, que foi arcebispo da Cantuária, nos ajuda a entender essa questão. Em sua obra mágna “por que Deus se fez homem”, escrito no final do século onze, Anselmo observou que se uma pessoa pensa que Deus pode simplesmente perdoar pecados sem que o sangue seja derramado, essa pessoa ainda não considerou duas coisas básicas: 1) Primeiro, a seriedade do pecado. 2) Segundo lugar, a majestade santa de Deus.
Deus é um juiz justo e como tal age de acordo com a norma da Lei. A grande verdade sobre um juiz justo é que ele não pode dizer que o injusto é justo, pois se o juiz justo afirmar que o injusto é justo, o juiz é, na verdade, injusto.
Se Deus é um juiz justo, como a Bíblia diz que é, como pode, então, perdoar o pecador injusto sem que este pague a dívida? Isso é impossível! Eis o dilema do perdão!
De um lado, Deus ama o pecador. De outro lado, o pecador é culpado diante de Deus, que é um juiz justo e santo. Portanto, Deus, o juiz justo, não pode simplesmente ignorar o fato de que o réu cometeu delito. Nesse caso ele precisa necessariamente punir o pecador. Porém se Deus punir o pecador pela sua reta justiça, terá que lançá-lo no mais profundo abismo de trevas, no inferno eterno.
É nesse momento que surge a questão da absoluta necessidade da Cruz de Cristo. Partindo do argumento de Anselmo, podemos dizer que a cruz é necessária por duas razões básicas:

1.  Primeiro, em decorrência da gravidade do pecado.
Pecado é a transgressao da justa Lei de Deus[1]. Portanto, todo pecado é um ato de rebeldia contra o justo juiz da humanidade. Nas palavras do Dr. R. C. Sproul, o pecado é uma “traição cósmica.” É um desafio ao direito de Deus em governar nossa vida. É o homem em revolta contra Deus.
O salário do pecado é morte a morte, é sangue. Assim, estabelece-se que o pecado é maligníssimo. Portanto, ao olhar para cruz devemos lembrar da excessiva malignidade do pecado que habita nosso coraçao humano. Lembre-se, leitor, que não foram apenas os romanos e os judeus do primeiro século quem mataram o Filho de Deus. Nós em nossa loucura erguemos a cruz e enfiamos aquela lança no seu lado, colocamos os pregos em suas mãos e batemos em seu rosto. Nós matamos Jesus!
Enquanto você não perceber que o pecado é abominção ao olhos de Deus você nunca correrá despesperado para a cruz de Cristo.
Por que a Cruz é necessária? Uma das razões é a malignidade do nosso próprio pecado.

2.  A segunda razão pela qual a cruz é necessária é a justa e santa majestade de Deus. 
A pergunta que devemos fazer agora é: se Deus é amor, será que Ele “punirá” ou “julgará” os pecadores? A resposta é Sim! um dia Deus fará isso.
E a razão está no seu caráter justo e santo. A Bíblia diz que Deus é santo. Significa que Ele eternamente quer manter e mantém a Sua excelência moral. Ele aborrece o pecado, e exige pureza moral em Suas criaturas. Embrora Deus seja amoroso e misericordioso, ele nunca negociará sua santidade. Além disso, a Bíblia afirma com clareza que Deus é justo. Dizer que Deus é justo significa que Ele sempre se manterá firme contra toda violação da Sua santidade.
O problema é que o pecado humano é incompatível com a santidade e a justiça de Deus. Os olhos de Deus são puros demais e por esta razão não pode tolerar o erro. Deus tem um compromisso eterno e imultável de fazer sempre o que é certo, por esta razão a Bíblia fala constantemente sobre a ira de Deus. Deus se ira contra toda violação de sua justa lei.[2] Deus não pode coexistir com o pecado, de forma que o pecador não pode chegar-se a Deus[3]. Esse é o dilema!
Infelizmente, nossa geração não conhece Deus. Há muitos deuses e muitos altares, mas não há conhecimento do Deus da Bíblia. O Deus da geração do século 21 é apenas “amor”, que tolera as ofensas humanas sem puní-las. Por esta razão há tanta superficialidade e pecado deliberado entre nós. Os apóstolos provavelmente diriam de nós que não temos o temor de Deus perante nossos olhos.
Lamentavelmente a maioria dos evangélicos ainda não entendeu porque precisam da Cruz de Cristo. Creio que parte da culpa está nos pregadores que esqueceram o fato de que Paulo gastou um longo espaço expondo a malignidade humana em Romanos de 1 a 3, para somente no verso 21 do capítulo 3 começar a afirmar a esperança do evangelho. Paulo entendia que somente aquele que conhece a grandeza da ira de Deus admirará com mais seriedade a grandeza da misericórdia de Deus. Não podemos chegar ao calvário, sem passar por Moisés. Isso seria desvalorizar a Cruz.
Essas pois são as duas razões para a absoluta necessidade da Cruz de Cristo: a exceciva malignidade do nosso pecado e a majestade santa de Deus. Se di­minuirmos uma delas, diminuímos a cruz. Se pensarmos no pe­cado apenas como lapso em vez de rebeldia contra Deus, nós diminuimos a importancia do Gólgota. Se vermos Deus apenas como amoroso em vez de indignado contra o mal, então a cruz parecerá sem sentido para nós.
Mas, se você, meu caro leitor, levar a sério esses dois princípios, então, entenderás que necessitas de uma “salvação radical”. Quando, você for impactado por apenas um vislumbre da deslumbrante glória da santidade divina, somada a malignidade do seu próprio pecado, então, você vai entender que precisas tanto da cruz que até mesmo se espantarás pelo fato de jamais tê-la visto com mais seriedade antes.
Quero que agora você pare e pense: O Senhor Jesus que sempre esteve com o Pai, desfrutando de uma comunhão ininterrupta, agora estava amaldiçoado na cruz, no madeiro romano. Veio ao nosso ambiente, e sentiu na pele a nossa tragédia, nossas lágrimas, nossas dores, no monte da caveira.
Se você está precisando de perdão, tudo o que você precisa fazer é reconhecer que foram teus pecados que levaram Jesus a cruz. Foi por causa da sua loucura que Jesus experimentou o tormento da alma separada de Deus. Foi a tua abominação que gerou a maior abominação da historia, a Cruz. Foi seu pecado que derramou o sangue do Filho de Deus, que o vendeu, que zombou d’Ele, que o açoitou, que cuspiu no seu rosto, que rasgou suas mãos, que perfurou o seu lado, que oprimiu a sua alma, que mutilou o seu corpo...
Por esta razão, se você está se sentindo quebrado e desesperadamente culpado pelos seus próprios pecados, lembre-se que esse seu pecado está coberto para sempre com o sangue da CRUZ de Cristo, pois foi lá que Deus puniu de uma vez por todas o seu pecado. E por maior que seja sua loucura hoje, não abismará a terra tanto quanto a Cruz abismou!
Portanto, arrependa-se e descanse nesta verdade, na maravilhosa verdade da Cruz.
Pelo reino de Cristo,
Pr. Dorisvan Cunha
Marabá, 16/04/2012




[1] 1 João 3.4
[2] A Bíblia afirma em Romanos 1 verso 18 que “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”.
[3] Os escritores bíblicos nos apresentaram algumas metáfora para indicar a ira de Deus contra o pecado. João fala Dele como sendo luz. E o autor de Hebreus no capítulo 12.29 diz que ele é fogo consumidor: "Deus é luz", e "Deus é fogo consumidor". A luz brilhante cega os olhos; por isso nossos olhos não podem suportar o brilho total de Deus. Foi por esta razão que Saulo de Tarso ficou cego ao contemplar a majestade do Cristo ressurreto, porque Deus é pura luz.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Carta ao meu amigo "Cristão Homossexual”


Meu amigo Friendson,
Até agora estou pensando na pergunta que você me fez. Confesso que é uma questão séria. Deixe-me lembrar: Você disse que crê em Deus, mas, mesmo assim decidiu se tornar homossexual e, segundo você, não há nenhum problema com isso.
Veja, primeiramente lembre-se que eu sou um cristão e sou brasileiro, por conta disso, não tenho o direito de interferir em sua decisão. Estamos todos sob o sol da liberdade. Nossa constituição reza que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei... é livre a manifestação do pensamento e que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. (ver Art.5° da Constituição Federal). Portanto, é uma decisão sua e, embora eu seja contra a prática homossexual, não creio que devo intervir em sua decisão.  
No entanto, meu caro Friendson, gostaria que você pensasse comigo em duas questões básicas que podem nos auxiliar na elaboração de uma resposta saudável para a sua questão. Primeiro, Valores morais existem? Segundo, Deus existe?
Vamos começar com primeira pergunta: o que você pensa, Friendson, valores morais objetivos existem?
Eu particularmente acredito que sim e creio que não há mais motivos plausíveis para você argumentar comigo o contrário. Todos nós no fundo sabemos que há algumas coisas que são certas e outras são erradas, independentemente das opiniões humanas. Por exemplo, você não ousaria argumentar que a pedofilia é apenas uma questão de gosto pessoal, pois está evidente que tal ato é abominação e violenta a lei da moralidade básica. Você também não argumentaria que a brutalidade de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres em 1998 em São Paulo, foi uma questão banal de gosto pessoal, pois está manifesto na nossa consciência que o que ele fez ao estuprar e esquartejar aquelas moças foi crime contra a vida.
Partindo desse ponto, chega-se a primeira conclusão: a lei da moral absoluta existe ou Valores morais existem.
Partimos agora para a segunda pergunta: Deus existe? bom, creio que a conclusão da primeira pergunta responde de forma lógica e direta a segunda. Em outras palavras, sim, Deus existe. Por que eu sei disso? Eu sei disso porque se Deus não existe, então valores morais objetivos e obrigações não existem. Vou colocar da seguinte maneira:
1.  Se Deus não existe, então valores morais objetivos e obrigações não existem.
2.  Nós dois concordamos que valores morais objetivos existem.
3.  Portanto, Deus existe.
Em outras palavras o que estou afirmando, Friendson, é: a lei da moral absoluta existe, e só existe porque Deus existe. E porque eu sei disso? Sei disso porque sem Deus não há padrão para certo ou errado. Sem Deus é impossível condenar gestos de opressão, discriminação, crime e chantagens. Sem Deus não há razão para enaltecer atos de fraternidade, igualdade e amor como “coisas boas”, pois em um universo sem Deus, bem e mal não existem; existem apenas instintos humanos sem valores morais, como os dos animais irracionais que perambulam por ai sem saber o que estão fazendo. E o que é mais grave: sem Deus tanto faz praticar a pedofilia como construir centros de abrigos a menores desamparados, não faz diferença. Por quê? Porque sem Deus não há ninguém para dizer que você está certo ou errado.
Creio que Fiódor Dostoiévski está certo quando afirma quese Deus não existe então todas as coisas são permitidas”. Frederic Nietzsche, o filósofo do Niilismo que declarou a morte de Deus também está correto quando diz que a morte do Deus cristão significa o fim da moral por ele estabelecida. Nesse caso, sem Deus vale tudo, inclusive ser assassino, molestador, estuprador, violento, tirano, etc.
Mas, penso que não devemos perder tempo tentando provar a existência de Deus. Pelo que sei, você não é ateu. Mas, o problema é que você pretende conciliar a fé cristã com a prática homossexual, afirmando que não há nada de errado nisso.
Quanto a existência de Deus estou em acordo com você: Deus existe e ele não está calado. Estou firme nesta verdade e você também está. Mas, quero que você saiba que isso tem implicações profundas em nossas práticas aqui, debaixo do sol.
Ora, se Deus, o grande legislador do universo, existe e falou ao homem, conforme você e muitos homossexuais acreditam, então, logicamente impõe-se a pergunta: o que esse Legislador diz sobre a prática homossexual? Isso define a questão de uma vez por todas.
Claro que eu, ser humano como os outros, não tenho autoridade para condenar as tuas práticas. Mas, o Deus que você afirma crer é legislador sobre todos e ele ditou normas específicas sobre o comportamento humano. Vejamos então o que Ele mesmo disse sobre o assunto e assim o assunto está encerrado.
Não sei se você sabe, meu caro Friendson, mas há pelo menos seis passagens na Bíblia que condenam diretamente a prática homossexual. A primeira delas é em Levíticos 18.21-23: “Eu sou o SENHOR. Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele”. Veja o Legislador do universo condenando a prática homossexual. Ainda Levíticos 20.13 está dito: “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”. Veja que aqui a punição para a prática homossexual é a pena de morte. Ou seja, o homossexualismo está na lista dos pecados dignos de pena de morte na perspectiva do legislador do universo. É claro que, penso eu, depois da cruz não se deve mais punir homossexualismo com a pena de morte. Mas o princípio aqui é: o Deus da Bíblia, o mesmo que você afirma crer, é contra a prática homossexual. Como disse Willian Craig “a prática homossexual, aos olhos de Deus, é um pecado sério”[2]. Não há saída, meu caro Friendson!
Veja ainda o texto de Gênesis 19.4-5: “Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa (de Ló), os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens (os anjos) que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles”.
O episódio aqui relatado é muito conhecido na tradição Judaico-cristã. Fala da tentativa de estupro contra os anjos de Deus. O homossexualismo do povo de Sodoma chegou a um nível tão execrável que eles queriam possuir sexualmente os santos anjos do Deus Eterno. Não é de admirar que Deus, o Legislador do Universo, aquele que você afirma crer, tenha destruído com fogo e enxofre as cidades de Sodoma e Gomorra.
Talvez você diga: mas, isso foi apenas na época do Velho Testamento. No Novo Testamente a coisa mudou. Mas, isso não é verdade. No Novo Testamento temos textos claros sobre o assunto, como o de Romanos 1.24-32. Paulo, o apóstolo do Deus que você afirma crer diz:

Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; 27semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. 28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, 29cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, 30caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, 31insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. 32Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Neste texto Paulo, apóstolo do Deus eterno, condena veementemente o homossexualismo. Ele diz que pelo fato dos pagãos não terem adorado a Deus corretamente e terem fabricado ídolos para si, Deus os entregou a paixões infames. Segundo Paulo, até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza. Ou seja, elas praticaram o lesbianismo. Semelhantemente, os homens também, deixando a relação hétero sexual, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. Há outros texto como o de 1 Coríntios 6.9-10 e 1 Timóteo 1.10; mas, creio que os já citados são suficientes para que a questão seja resolvida: Deus condena o homossexualismo.
Willian Lane Craig sumaria como se segue:

Assim, a Bíblia é direta e clara quando trata a respeito da prática homossexual. Esta prática é contrário aos desígnios de Deus e é pecado. Mesmo se não houve essas passagens tão explícitas tratando das práticas homossexuais, estas ainda seriam proibidas sob o mandamento “não adulterarás[3].
  
Segundo a Bíblia, que é a palavra escrita do Deus que você afirma crer, a lei estabelecida para o relacionamento sexual não foi a do Homossexualismo, mas sim a do casamento entre um homem e uma mulher. Jesus, citando um texto da Torah perguntou aos Judeus: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? (Mateus 19.4-5). O texto citado é o de Gênesis 2.24 onde está estabelecido o que Deus requer do homem e da mulher: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Deus, na criação instituiu a lei do casamento entre um homem e uma mulher. Por isso, qualquer atividade sexual fora da segurança do laço do casamento – seja pré-conjugal ou extraconjugal, seja heterossexual ou homossexual – é proibida. O sexo é designado por Deus para o casamento.
Portanto, meu caro Friendson, quero concluir dizendo que não há como conciliar a prática homossexual com o Deus da bíblia. Segundo a Escritura, o homossexualismo é errado, pois está em desacordo com aquilo que Deus estabeleceu para a família.
Eu como cristão não tenho ódio de você por abraçares a prática homossexual. Eu oro por você e, no entanto, não concordo com suas práticas.
Mesmo assim, creio que ainda há esperança. A Cruz é capaz de perdoar e justificar você, se você se arrepender. Paulo afirma que na igreja de Corinto havia pessoas que no passado foram homossexuais, mas que agora abraçaram uma nova vida[4]. Quem sabe você pode ser uma delas, hoje, em pleno século 21.
Meu desejo é que você procure conhecer a vontade de Deus para sua vida e viva para agradar a Ele e não aos seus próprios prazeres. E saiba de uma coisa: o fim para o qual você foi criado não foi outro a não ser “Glorificar a Deus e alegrar-se Nele para sempre”[5].
Pelo Reino de Cristo,
Do amigo,
Dorisvan Cunha




[1]Esse artigo é fruto da investigação filosófica e teológica do pensamento do Filósofo Cristão Willian Lane Craig. Tudo o que escrevi e argumentei de alguma forma já foi dito anteriormente por ele. Apenas dei a minha roupagem e simplifiquei a linguagem para aqueles que não têm acesso à literatura apologética deste renomado escritor. Meu objetivo é ajudar nossos jovens e adolescentes a responderem com mais firmeza às questão homossexual. Se você quiser a argumentação completa sobre o tema pode procurar no livro “Apologética para questões difíceis da vida” no capítulo 7. Ali ele trata da questão homossexual. Leia também “A veracidade da Fé Cristã” deste mesmo autor.
[2] CRAIG, Apologética para questões difíceis da vida, p.148. 
[3] CRAIG, Apologética para questões difíceis da vida, p.150.
[4] 1 Coríntios 6.9-11: Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,  nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”.
[5] A primeira pergunta do Breve Catecismo de Westminster.

 

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Bem vindo

você é bem-vindo a este espaço. Quero pensar com você sobre o Cristo da Cruz pregado no monte Calvário como satisfação defintiva da Ira de Deus. Meu pensamento está alicerçado na Bíblia, a verdade Absoluta. Vamos refletir juntos sobre a Verdade da Cruz para o homem do século XXI.